From ai-for-social-impact
Transforma mandatos amplos ou entregáveis soltos em plano estruturado — produtos com critério de aceitação, atividades decompostas, cronograma ancorado em marcos reais, planejamento de capacidade humana e aquisições. Para OSCs, governos e parcerias.
How this skill is triggered — by the user, by Claude, or both
Slash command
/ai-for-social-impact:project-structuringThe summary Claude sees in its skill listing — used to decide when to auto-load this skill
Esta skill apoia o trabalho de traduzir intenções programáticas em um plano executável — produtos entregáveis, atividades, cronograma, capacidade humana e aquisições — com rastreabilidade de decisões e lente de equidade operacional.
Esta skill apoia o trabalho de traduzir intenções programáticas em um plano executável — produtos entregáveis, atividades, cronograma, capacidade humana e aquisições — com rastreabilidade de decisões e lente de equidade operacional.
Sinais típicos na conversa do usuário:
Antes de começar, o usuário precisa ter:
Insumos mínimos carregados — pelo menos uma das opções: mandato programático textual, teoria da mudança existente, termo de referência aprovado, ou rascunho de entregáveis. Sem nenhum desses, a skill não tem base para trabalhar.
Noção de âncoras reais — prazos mandatórios (edital, marco legal, data de evento externo) declarados explicitamente, OU declaração de que não há âncoras. "Acho que deve ser rápido" não é âncora; "A entrega é em 30/06/2026 pelo termo de parceria" é.
Dimensionamento de equipe — para rodar a Etapa 6 (Capacidade humana), lista das pessoas/funções disponíveis com percentual real de dedicação ao projeto, considerando cumulatividade com outros compromissos.
Tempo para validação humana — a skill tem dois checkpoints obrigatórios (após Etapa 3 e após Etapa 8). Sem humano revisando nesses pontos, a saída é rascunho interno, não plano apresentável.
Estas 6 regras valem em TODAS as etapas. Não negocie.
Nunca inventar entregáveis, atividades ou requisitos. Se uma informação não está nos insumos fornecidos, escreva "não encontrado" ou marque como [suposição] com justificativa. Não preencha lacunas com padrões genéricos do setor.
Datas absolutas só existem quando há âncora real. Duração estimada por default em unidades relativas (dias úteis, semanas, "T+Nd" do início). Datas absolutas só aparecem quando o usuário declarou explicitamente uma âncora (prazo de edital, marco legal, compromisso contratual) e a data é calculada em volta dela.
Critério de aceitação é mensurável ou não existe. "Manual validado" não é critério — "manual de 20-30 páginas validado por 3 leitores externos com comentários tratados e versão final em PDF acessível" é. Linhas sem critério mensurável são rejeitadas ou marcadas como [suposição].
Distinguir fato de inferência. Toda inferência (duração estimada sem base explícita, dependência implícita, custo projetado) é marcada como [suposição] com justificativa de uma frase. Isso torna explícito o que é derivação do modelo, não do usuário.
Plano que oculta trabalho ou capacidade é plano falso. Se a análise de capacidade humana (Etapa 6) revelar que a equipe não cabe, que há trabalho invisível não-atribuído, ou que a demanda supera a disponibilidade real, isso vai para o output sem suavização. Plano honesto é plano útil.
Lente de equidade e justiça social em todas as etapas críticas. Quem são os beneficiários concretos de cada entregável? Quais ritmos externos (safras, festividades, calendários comunitários) foram considerados? Que trabalhos estão invisíveis no plano (cuidado, mediação cultural, tradução)? A distribuição de carga concentra trabalho em frontline feminilizada/terceirizada? As especificações de aquisição excluem fornecedores pequenos ou periféricos? Ver docs/equity-lens.md do repo para o framework geral. Esta não é uma regra opcional — skills de impacto social sem lente de equidade reproduzem desigualdades.
O trabalho de estruturação é organizado em 8 etapas sequenciais. Cada etapa tem um objetivo, um prompt sugerido pronto para copiar, e um output esperado que serve de insumo para a etapa seguinte. Os prompts usam tags XML (<escopo>, <principios>, <insumos>, <entregaveis>, <atividades>, <cronograma>, etc.) — prática recomendada pela Anthropic para entradas estruturadas e saídas mais confiáveis.
Estrutura do fluxo:
Usuário típico roda 6-7 etapas efetivamente. Não pule etapas — a qualidade do plano final depende da disciplina de ir uma por uma, validando nos checkpoints.
Objetivo: Estabelecer as regras do trabalho com o modelo, injetar os princípios invioláveis, e capturar: modo de entrada, flags dos módulos opcionais, pergunta-alvo, público do plano final. Sem esse alinhamento, o trabalho posterior parte desfocado.
Prompt sugerido:
Você é especialista em gestão de projetos de impacto social, com
experiência em OSCs, políticas públicas e parcerias. Vou te enviar, nas
próximas mensagens, insumos para estruturar um projeto. Antes de
começar, leia e concorde com os princípios abaixo — eles valem para
todas as respostas desta conversa.
<principios>
1. Nunca inventar entregáveis, atividades ou requisitos. Se uma
informação não está nos insumos fornecidos, escreva "não encontrado"
ou marque como [suposição] com justificativa.
2. Datas absolutas só existem quando há âncora real declarada.
Duração por default em unidades relativas (dias úteis, semanas,
"T+Nd"). Absolutas só em volta de âncoras do usuário.
3. Critério de aceitação é mensurável ou não existe. Linhas vagas
são marcadas como [suposição] e sinalizadas para refinamento.
4. Distinguir fato de inferência. Toda inferência vira [suposição]
com justificativa de uma frase.
5. Plano que oculta trabalho ou capacidade é plano falso. Gaps
descobertos vão para o output sem suavização.
6. Lente de equidade em todas as etapas críticas: beneficiários
nomeados, ritmos externos respeitados, trabalhos invisíveis
incluídos, capacidade realista, aquisições não-excludentes.
</principios>
Agora, antes dos insumos, preciso que você confirme o escopo do trabalho
preenchendo o bloco abaixo com base no que eu já te contei. Se algum
campo estiver indefinido, pergunte.
<escopo>
<modo_entrada>A | B</modo_entrada>
<!-- A = mandato amplo (produz entregáveis do zero)
B = entregáveis prontos (revisão crítica + completar plano) -->
<pergunta_alvo>...</pergunta_alvo>
<publico_plano>...</publico_plano>
<!-- ex.: governança interna, conselho da OSC, financiador,
secretaria municipal, equipe de execução -->
<modulo_capacidade_humana>ligado | desligado</modulo_capacidade_humana>
<!-- default: ligado. Desligado só se trabalho individual
ou equipe já dimensionada externamente -->
<modulo_aquisicoes>ligado | desligado</modulo_aquisicoes>
<!-- default: desligado. Ligado quando há compras com janelas
críticas, especificações técnicas ou valores relevantes -->
</escopo>
Se concordar com as regras, responda "OK – regras definidas" e aguarde
os insumos.
Output esperado: Confirmação verbal ("OK – regras definidas") + bloco <escopo> preenchido, pronto para ser referenciado nas etapas seguintes.
Objetivo: Catalogar o que o usuário já tem — teoria da mudança, termo de referência, plano de trabalho, prazos mandatórios, restrições legais/orçamentárias, atores envolvidos, datas-âncora — e nomear lacunas críticas antes de começar a produzir conteúdo.
Prompt sugerido:
Antes de produzir entregáveis, preciso que você catalogue os insumos que
recebeu. Produza uma tabela Markdown com estas colunas:
| Insumo_ID | Tipo | Nome/Descrição curta | Conteúdo relevante para o plano | Marco/Prazo extraído (se houver) | Observações |
Regras:
- Use Insumo_IDs sequenciais: INS001, INS002, INS003...
- "Tipo" é um destes: mandato programático, teoria da mudança,
termo de referência, plano de trabalho, restrição legal, restrição
orçamentária, ator externo, marco temporal, documento técnico,
diagnóstico prévio, outro (justificar).
- "Conteúdo relevante para o plano" é uma frase curta resumindo
o que esse insumo traz que alimenta a estruturação (não é resumo
geral do documento).
- "Marco/Prazo extraído" só preenchido se o insumo contiver data
explícita, marco oficial ou janela mandatória. Caso contrário,
"não encontrado".
- Se algum insumo contradiz outro, sinalize em "Observações"
explicitando o conflito.
Depois da tabela, escreva uma <nota_lacunas> cobrindo explicitamente:
<nota_lacunas>
(a) Lacunas críticas que IMPEDEM avanço (ex.: "sem qualquer
informação sobre equipe disponível, a Etapa 6 não pode rodar").
(b) Lacunas que podem ser tratadas como [suposição] na continuação
do fluxo (ex.: "o edital não declara data de início, vou assumir
T+15d do aceite da proposta como [suposição]").
(c) Contradições entre insumos a resolver na próxima etapa.
</nota_lacunas>
Seja específico. Nomear lacunas é mais útil do que generalizar.
Output esperado: Tabela completa de insumos classificados + nota de lacunas diferenciando bloqueadores de suposições viáveis + contradições sinalizadas.
Objetivo: Produzir a lista de entregáveis do projeto com critério de aceitação mensurável, evidência de conclusão verificável, e beneficiários impactados nomeados concretamente. Esta etapa tem comportamento condicional baseado no modo de entrada declarado na Etapa 1.
Prompt sugerido (Modo A — mandato amplo, produz entregáveis do zero):
Com base nos insumos catalogados na Etapa 2 e no mandato declarado no
escopo, proponha a lista de entregáveis do projeto. Use esta tabela
Markdown:
<entregaveis>
| Entregável_ID | Produto | Descrição | Critério de aceitação | Evidência de conclusão | Beneficiários impactados | [suposição?] | Observações |
</entregaveis>
Regras:
- Use Entregável_IDs sequenciais: ENT001, ENT002, ENT003...
- "Produto" é um rótulo curto e objetivo (ex.: "Manual formativo",
"Ciclo de oficinas regionais", "Relatório de avaliação").
- "Descrição" é uma frase explicando o que o produto é.
- "Critério de aceitação" PRECISA ser mensurável: formato, tamanho,
quantidade, qualidade mínima, quem valida. Exemplo ruim:
"Manual validado". Exemplo bom: "Manual de 20-30 páginas, validado
por 3 leitores externos, com comentários tratados, versão final
em PDF acessível (WCAG 2.1 AA)".
- "Evidência de conclusão" é um artefato objetivo: arquivo entregue,
ata assinada, link público, nota fiscal, registro em sistema.
- "Beneficiários impactados" é OBRIGATÓRIO nomear grupos concretos.
Exemplo ruim: "população atendida", "usuários". Exemplo bom:
"educadores populares de OSCs nos 4 territórios-sede, com perfil
majoritariamente feminino e atuação com crianças em situação de
vulnerabilidade social".
- "[suposição?]" = "sim" quando o entregável foi inferido do mandato
sem confirmação explícita nos insumos; "não" quando há referência
direta.
Depois da tabela, escreva um parágrafo curto (3-5 linhas) explicando:
- Quais entregáveis foram propostos como [suposição] e por quê
- Quais critérios de aceitação precisaram ser inferidos
- Se algum beneficiário foi abstrato por falta de dado, e qual dado
falta para nomear concretamente
Prompt sugerido (Modo B — entregáveis prontos, revisão crítica):
Na Etapa 1 você declarou que já tem entregáveis definidos num documento
(termo de referência, plano de trabalho, proposta aprovada). Sua tarefa
agora é revisá-los criticamente contra os princípios invioláveis. NÃO
produza entregáveis novos — avalie os existentes.
Para cada entregável do documento fornecido, produza uma linha na tabela:
<revisao_entregaveis>
| Entregável_ID | Produto (como está no doc) | Descrição | Critério de aceitação atual | Critério passou no teste de mensurabilidade? | Evidência de conclusão | Beneficiários nomeados concretamente? | Ação sugerida | [suposição?] |
</revisao_entregaveis>
Regras:
- "Critério passou no teste de mensurabilidade?" = "sim" apenas se o
critério explicita formato/tamanho/quantidade/quem valida. Caso
contrário "não" e aponte o que falta.
- "Beneficiários nomeados concretamente?" = "sim" se o documento nomeia
grupos com qualificadores; "não" se usa abstrações ("usuários",
"beneficiários", "comunidade").
- "Ação sugerida" tem três valores possíveis:
(1) "manter como está" — entregável passou em todos os testes
(2) "refinar: [o que refinar]" — entregável válido mas precisa
de ajuste específico
(3) "rejeitar: [motivo]" — entregável vago demais, duplicado,
sobreposto, ou fora de escopo
Depois da tabela, escreva uma nota de consolidação apontando:
- Entregáveis que merecem ser fundidos (sobreposição)
- Lacunas no conjunto (entregáveis que o mandato implica mas o doc
não cobre)
- Critérios de aceitação que o doc apresenta como prontos mas não são
Output esperado: (Modo A) Tabela <entregaveis> completa + parágrafo de suposições; (Modo B) Tabela <revisao_entregaveis> completa + nota de consolidação.
Checkpoint humano obrigatório após esta etapa. Ver seção "Checkpoints de validação humana".
Objetivo: Transformar cada entregável (produzido na Etapa 3 ou validado na revisão crítica) em uma sequência de 3-8 atividades de escopo limitado, com dependências explícitas e duração estimada em unidades relativas. Sem datas absolutas nesta etapa.
Prompt sugerido:
A partir dos entregáveis validados, decomponha cada um em atividades.
Produza esta tabela Markdown:
<atividades>
| Atividade_ID | Entregável_ID | Descrição (1 frase) | Duração estimada | Unidade | Dependências (Atividade_IDs) | Marco associado | [suposição?] |
</atividades>
Regras:
- Use Atividade_IDs sequenciais: ATV001, ATV002, ATV003...
- Cada entregável vira 3-8 atividades. Se um entregável gerar menos
de 3 ou mais de 8, reavalie — pode estar mal dimensionado.
- "Descrição" é uma frase objetiva, no infinitivo ("validar conteúdo
pedagógico com leitores externos"), não substantivada.
- "Duração estimada" é um número inteiro ou intervalo (ex.: "5",
"3-5", "10-14"). NUNCA data absoluta nesta etapa.
- "Unidade" é uma destas: "dias úteis", "semanas", "T+Nd do início".
- "Dependências" lista Atividade_IDs que precisam estar concluídas
antes. Para atividades sem predecessoras, "nenhuma".
- "Marco associado" = âncora declarada pelo usuário à qual a atividade
se vincula (ex.: "entrega final ao financiador", "data do evento
público", "prazo legal de prestação de contas"). Vazio se não há
marco direto.
- "[suposição?]" = "sim" quando a duração foi inferida sem base
explícita, "não" quando há referência no insumo (ex.: "o termo de
parceria estipula 30 dias para validação").
Depois da tabela, escreva uma <nota_decomposicao> apontando:
- Entregáveis que exigiram mais inferência (onde o mandato estava
vago sobre o "como")
- Atividades que você marcou como [suposição] e que precisam de
confirmação humana antes do cronograma
- Dependências cruzadas entre entregáveis (atividade de ENT001
depende de atividade de ENT003, etc.)
Output esperado: Tabela <atividades> completa + nota de decomposição identificando suposições e dependências cruzadas.
Objetivo: Ordenar as atividades respeitando dependências e datas-âncora declaradas. Onde há âncora, calcular janelas absolutas em volta; onde não há, manter tempo relativo. Identificar caminho crítico qualitativamente — a cadeia mais longa de dependências bloqueantes — e apontar riscos de atraso. Considerar ritmos externos (calendários comunitários, festividades, safras, janelas escolares).
Prompt sugerido:
Com a lista de atividades da Etapa 4, produza o cronograma. Use esta
tabela Markdown:
<cronograma>
| Atividade_ID | Janela de execução | Tipo de janela | Dependências resolvidas | No caminho crítico? | Risco de atraso | [suposição?] |
</cronograma>
Regras:
- "Janela de execução" tem dois formatos possíveis, escolhidos por
linha:
(a) ABSOLUTA: quando a atividade está ancorada em data declarada
pelo usuário ou tem dependência direta com atividade ancorada.
Formato: "DD/MM/YYYY a DD/MM/YYYY" ou "semana de DD/MM a DD/MM".
(b) RELATIVA: quando não há âncora. Formato: "T+Nd a T+Nd",
"semanas 3-5 do projeto", "após ATV007".
- "Tipo de janela" = "absoluta" ou "relativa".
- NÃO INVENTE DATAS ABSOLUTAS ONDE NÃO HÁ ÂNCORA. Se o usuário não
declarou data de início, relativa é a única opção honesta.
- "Dependências resolvidas" = lista dos Atividade_IDs predecessores
(deve bater com a coluna de dependências da Etapa 4).
- "No caminho crítico?" = "sim" se a atividade está na cadeia mais
longa de dependências bloqueantes (aquela cujo atraso move o prazo
final). Caso contrário "não". Sempre acompanhar de uma frase de
justificativa.
- "Risco de atraso" = "alto | médio | baixo" + 1 frase nomeando o
fator de risco (dependência externa, recurso crítico, validação
institucional).
- "[suposição?]" = "sim" quando a janela, a duração, ou a dependência
foi inferida.
Depois da tabela, escreva dois blocos obrigatórios:
<cadeia_critica>
Parágrafo de 5-8 linhas explicando a cadeia crítica identificada, os
pontos de fragilidade, e quaisquer [suposições] usadas para preencher
janelas. Se houver mais de uma cadeia concorrente (ex.: projeto com
múltiplas âncoras), explicite as duas e qual é a dominante.
</cadeia_critica>
<ritmos_externos_respeitados>
Lista dos ritmos externos aplicáveis ao projeto que foram considerados
no sequenciamento. Nomeie especificamente: calendários comunitários,
festividades (carnaval, festas juninas, natal), safras, calendário
escolar (início/fim de semestre, férias, provas), períodos eleitorais,
recessos legislativos, Ramadã ou outros ciclos religiosos, janelas
de enchente/seca. Se nenhum se aplica ao contexto do projeto,
declarar explicitamente: "nenhum ritmo externo aplicável ao contexto
deste projeto — justificativa: [frase]". NÃO deixe essa seção vazia.
</ritmos_externos_respeitados>
Nota de design (divergência consciente do livro original): O Caso 13 do livro Inteligência Artificial para Impacto Social pede um cronograma textual estilo Gantt com datas absolutas, duração em dias úteis e caminho crítico algorítmico. Esta skill diverge intencionalmente: datas absolutas só em volta de âncoras declaradas, caminho crítico identificado por raciocínio sobre dependências (não por cálculo PERT/CPM). Motivo: LLMs produzem fake precision quando forçados a fazer aritmética de datas e análise de caminho crítico sem base real — exatamente o tipo de work slop que esta skill combate. Ver references/variantes.md para adaptação quando há múltiplas âncoras externas concorrentes.
Output esperado: Tabela <cronograma> completa + bloco <cadeia_critica> de 5-8 linhas + bloco <ritmos_externos_respeitados> nomeando especificamente o que foi considerado.
Objetivo: Distribuir as atividades entre a equipe declarada, identificar meses/períodos de pressão, apontar gaps de capacidade, e — criticamente — nomear trabalhos invisíveis que o plano não estava considerando (cuidado, mediação comunitária, tradução cultural, articulação política, facilitação em reuniões).
Quando pular esta etapa: se <modulo_capacidade_humana>desligado</modulo_capacidade_humana> foi declarado na Etapa 1. Casos típicos: trabalho individual, consultoria solo, equipe já dimensionada externamente por financiador ou parceiro. Se pulada, mencione explicitamente no output da Etapa 8 que a capacidade humana não foi analisada e é responsabilidade externa.
Prompt sugerido:
Com o cronograma da Etapa 5 e a lista de pessoas/funções que eu te
passei nos insumos, distribua as atividades e produza a análise de
capacidade humana. Use esta tabela Markdown:
<capacidade_humana>
| Pessoa/Função | % dedicação declarada | Atividades atribuídas (Atividade_IDs) | Período de pico | Cumulatividade com outros compromissos | Gap de capacidade? | [suposição?] |
</capacidade_humana>
Regras:
- Uma linha por pessoa nomeada ou função (ex.: "Maria Silva -
Coordenação Pedagógica (40%)", "Assistente Técnico 1 (20%)",
"Consultor Externo - M&E (pontual)").
- "% dedicação declarada" = percentual que o usuário declarou no
início, NÃO um valor inventado.
- "Atividades atribuídas" = lista dos Atividade_IDs que essa pessoa
executa ou lidera. Se a pessoa não tem atividades atribuídas, ela
NÃO deve estar na tabela (questione por que foi listada como equipe).
- "Período de pico" = semana/mês em que a carga é maior para essa
pessoa, considerando o cronograma da Etapa 5.
- "Cumulatividade com outros compromissos" = se o usuário declarou
que a pessoa acumula outros projetos, qual é o impacto. Se não
houve declaração, marque [suposição] e assuma que há cumulatividade.
- "Gap de capacidade?" = "sim | não". "Sim" quando a demanda do plano
supera a dedicação declarada, considerando cumulatividade. Acompanhar
de 1 frase explicando o gap (ex.: "40% declarado não cobre 60h de
oficinas + 20h de sistematização no mês 3").
- "[suposição?]" = "sim" quando a atribuição foi inferida sem base
explícita.
Depois da tabela, escreva uma <nota_capacidade_honesta> obrigatória
cobrindo os TRÊS pontos abaixo, cada um em parágrafo próprio:
<nota_capacidade_honesta>
(a) TRABALHOS INVISÍVEIS: Quais trabalhos o plano vai exigir mas que
não estão nomeados na tabela? Exemplos: cuidado de crianças durante
oficinas em territórios, mediação cultural com lideranças locais,
tradução (linguística ou cultural) entre equipe técnica e
comunidade, articulação política com atores externos, facilitação
e moderação de reuniões, documentação fotográfica, comunicação em
redes, hospedagem de participantes. Nomeie os que se aplicam E
aponte se vão ficar invisíveis no plano ou se precisam ser
atribuídos/terceirizados.
(b) CONCENTRAÇÃO DESPROPORCIONAL: Há concentração de trabalho em
frontline, geralmente feminilizada, racializada ou terceirizada?
Se sim, nomeie qual é o trabalho e quem carrega. Se não, declarar
explicitamente: "nenhuma concentração desproporcional identificada".
(c) GAPS REAIS (NÃO A FULL-TIME FICTÍCIA): Quais gaps emergiram da
análise considerando disponibilidade real (meio período,
cuidadoras, cumulatividade com outros projetos), não uma fantasia
de equipe 100% dedicada? Liste cada gap e proponha uma opção
(redistribuição, redução de escopo, contratação adicional,
renegociação de prazo).
</nota_capacidade_honesta>
Não suavize. Se o plano não cabe, o output diz isso.
Output esperado: Tabela <capacidade_humana> completa + <nota_capacidade_honesta> cobrindo os 3 pontos (trabalhos invisíveis, concentração desproporcional, gaps reais) em parágrafos separados.
Objetivo: Derivar a lista de necessidades materiais a partir dos entregáveis, especificar requisitos mínimos, definir critério de aceite, mapear janelas de compra e entrega, e flagrar especificações que excluem fornecedores pequenos ou periféricos.
Quando rodar esta etapa: apenas se <modulo_aquisicoes>ligado</modulo_aquisicoes> foi declarado na Etapa 1. Casos típicos: projeto com compras de equipamento, materiais didáticos/insumos para oficinas, contratação de serviços técnicos externos, obras menores, aquisição de tecnologia.
Prompt sugerido:
Com base nos entregáveis (Etapa 3) e nas atividades (Etapa 4), derive
a lista de necessidades de aquisição. Use esta tabela Markdown:
<aquisicoes>
| Necessidade_ID | Entregável_ID | Item/Serviço | Tipo | Especificação mínima | Critério de aceite | Janela de compra sugerida | Janela de entrega necessária | Risco logístico | Flag de equidade | [suposição?] |
</aquisicoes>
Regras:
- Use Necessidade_IDs sequenciais: AQ001, AQ002, AQ003...
- "Tipo" = "bem" ou "serviço".
- "Especificação mínima" descreve o que o item/serviço precisa
atender em até 3 frases. Inclui requisitos de desempenho,
compatibilidade, normas. EVITE marcas específicas. Cite normas
(NBR, ISO, regulamentações setoriais) apenas quando existirem e
forem realmente aplicáveis.
- "Critério de aceite" é uma frase explicando como saber que a entrega
atendeu a especificação.
- "Janela de compra sugerida" e "Janela de entrega necessária" seguem
a mesma regra da Etapa 5: absoluta só em volta de âncoras, relativa
caso contrário. Formato: "DD/MM/YYYY a DD/MM/YYYY" ou "T+Nd a T+Nd".
- "Risco logístico" identifica o principal risco (fornecedor único,
prazo curto, certificação difícil, transporte complexo, sazonalidade).
- "Flag de equidade" é OBRIGATÓRIO e tem 3 valores possíveis:
(1) "ok: [justificativa]" — a especificação não exclui fornecedores
pequenos/periféricos; justifique em 1 frase por que.
(2) "atenção: [risco específico]" — a especificação impõe exigência
que PODE excluir fornecedores pequenos (certificação cara, volume
mínimo alto, prazo apertado); especifique qual.
(3) "excluidor: [motivo]" — a especificação claramente exclui
fornecedores pequenos/periféricos; proponha mitigação.
NUNCA deixar como "n/a".
- "[suposição?]" = "sim" quando a especificação ou janela foi inferida
sem base nos insumos.
Depois da tabela, escreva um parágrafo curto (3-5 linhas) destacando:
- Necessidades críticas para o caminho crítico do cronograma
- Flags de equidade "excluidor" com mitigações propostas
- Necessidades marcadas como [suposição] que precisam de confirmação
humana (quantidade, especificação, fornecedor disponível)
Nota de design: Se o projeto tem um número muito grande de itens de aquisição (mais de ~20), sugira ao usuário agrupar por categoria (ex.: "kit pedagógico da oficina", "infraestrutura tecnológica") e detalhar a especificação de categorias críticas — em vez de uma linha por item individual. A ideia é não inflar o output em detrimento da usabilidade.
Output esperado: Tabela <aquisicoes> completa com flag de equidade em todas as linhas + parágrafo de destaque para o que entra no caminho crítico e o que foi sinalizado como suposição.
Objetivo: Produzir um documento consolidado único — Plano de Estruturação do Projeto — que junta os outputs das etapas anteriores em um artefato apresentável para governança interna, financiador ou conselho. Seguido de autoverificação estruturada contra os 6 princípios invioláveis e handoff explícito para validação humana.
Prompt sugerido:
Agora produza dois artefatos separados, claramente delimitados. Use
todas as saídas das Etapas 2 a 7. NÃO invente dados novos.
<artefato tipo="plano_consolidado">
# Plano de Estruturação do Projeto
## 1. Contexto e pergunta-alvo
[Retome o contexto capturado na Etapa 1. 1 parágrafo curto.]
## 2. Entregáveis
[Tabela consolidada da Etapa 3 — apenas linhas validadas, sem
observações de suposição soltas. Mantenha coluna "Beneficiários
impactados".]
## 3. Atividades e dependências
[Tabela consolidada da Etapa 4.]
## 4. Cronograma
[Tabela da Etapa 5. Mantenha tipo de janela (absoluta/relativa) em
cada linha para evitar confusão.]
### 4.1 Caminho crítico e riscos
[Parágrafo da Etapa 5 descrevendo a cadeia crítica.]
### 4.2 Ritmos externos respeitados
[Lista da Etapa 5.]
## 5. Plano de capacidade humana
[SOMENTE se a Etapa 6 rodou. Tabela + nota de capacidade honesta
consolidada em texto corrido.]
[Se a Etapa 6 NÃO rodou: uma frase declarando "capacidade humana
não analisada — responsabilidade externa" + nome do responsável
externo se aplicável.]
## 6. Plano de aquisições
[SOMENTE se a Etapa 7 rodou. Tabela consolidada + destaques de
equidade e caminho crítico.]
[Se a Etapa 7 NÃO rodou: "sem aquisições significativas no escopo
deste projeto".]
## 7. O que NÃO foi resolvido aqui (OBRIGATÓRIO)
[Seção de transparência. Lista, em bullets, de:
- Decisões pendentes que precisam de validação humana
- [suposições] não resolvidas e o que falta para resolvê-las
- Consultas externas necessárias (atores, normas, orçamento)
- Gaps de capacidade ou aquisições sinalizados e ainda não
endereçados
- Riscos residuais que precisam ser monitorados na execução]
## 8. Nota de método
[3-5 linhas explicando quais etapas rodaram, quais foram puladas, e
a justificativa. Inclui ponto de entrada declarado (A ou B) e
módulos opcionais acionados.]
</artefato>
<artefato tipo="autoverificacao">
# Autoverificação contra princípios invioláveis
| Princípio | Cumprido? (Sim/Parcial/Não) | Evidência da verificação | Ajustes necessários |
|---|---|---|---|
| 1. Nunca inventar entregáveis, atividades ou requisitos | ... | ... | ... |
| 2. Datas absolutas só com âncoras reais | ... | ... | ... |
| 3. Critério de aceitação mensurável | ... | ... | ... |
| 4. Distinguir fato de inferência ([suposição]) | ... | ... | ... |
| 5. Plano honesto sobre trabalho e capacidade | ... | ... | ... |
| 6. Lente de equidade aplicada (beneficiários, ritmos, trabalhos invisíveis, capacidade real, aquisições não-excludentes) | ... | ... | ... |
Regras de preenchimento:
- "Cumprido?" = "Sim" apenas se você pode citar evidência concreta do
próprio plano consolidado. "Parcial" = cumprido em parte com gap
identificado. "Não" = violação real.
- "Evidência da verificação" cita seção/tabela/linha específica do
plano que sustenta o "Sim" ou aponta onde está a falha.
- "Ajustes necessários" lista correções concretas. Deixar vazio só
quando "Cumprido?" = "Sim" sem ressalvas.
Ao final da tabela, mensagem curta lembrando o humano de rodar o
checklist em `references/checklist.md` antes de publicar o plano.
</artefato>
Checkpoint humano obrigatório antes de qualquer publicação/aprovação formal. Ver seção "Checkpoints de validação humana".
Output esperado: (1) Documento "Plano de Estruturação do Projeto" com 8 seções numeradas, incluindo a seção 7 "O que NÃO foi resolvido aqui" obrigatória. (2) Tabela de autoverificação cobrindo os 6 princípios, cada linha com evidência concreta. (3) Apontamento explícito para references/checklist.md.
Pontos onde o humano DEVE revisar antes de avançar para a próxima etapa. Pular estes checkpoints é o caminho direto pro AI work slop — planos bonitos que desmoronam na execução.
Após Etapa 3 (Entregáveis). Verifique:
[suposição] são aceitáveis como suposição, ou precisam virar pergunta para outro ator antes de continuar?Após Etapa 8 (Consolidação). Verifique:
references/checklist.md — seção técnica E seção de equidade — e está pronto(a) para assinar embaixo?Regra geral: Se você não teve tempo de validar nesses dois pontos, o plano é rascunho interno. Não mande para financiador, conselho, parceiro ou secretaria até a validação ser feita.
Anti-patterns que o modelo (ou o humano confiando no modelo sem checar) pode cometer:
Cronograma de datas fake. O modelo preenche "15/03/2026" e "22/05/2026" quando o usuário nunca declarou âncora. Resultado: plano parece preciso, mas é ficção apresentada como fato. Mitigação: Etapa 5 exige declaração explícita de âncoras antes de produzir qualquer data absoluta. Se você leu uma data absoluta no output e não se lembra de ter declarado a âncora, está errado — volte e corrija.
Entregáveis genéricos sem critério mensurável. "Relatório", "Oficinas", "Material de apoio". Sem formato, sem quantidade, sem qualidade mínima, sem quem valida. Mitigação: Etapa 3 rejeita linhas com critério vago e força reformulação. O teste simples: "se eu ler só o critério, eu sei quando o produto está pronto?". Se não, o critério não serve.
Plano baseado em equipe full-time fictícia. O modelo assume que todos os atores declarados estão disponíveis 40 horas por semana sem compromissos concorrentes. Mitigação: Etapa 6 exige declaração de percentual real e cumulatividade. Pergunte na entrada: "a Maria dedica 40% a este projeto, mas ela está em outros dois que também consomem 30% e 20% cada. A soma passa de 100%."
Beneficiários abstratos. "População atendida", "usuários", "comunidade", "jovens". Sem qualificador, sem geografia, sem recorte. A skill reproduz a abstração sem questionar. Mitigação: coluna "Beneficiários impactados" na Etapa 3 é obrigatória e exige grupos concretos. Rejeitar linhas com abstrações como primeiro passo antes do checkpoint humano.
Aquisições com especificação que exclui fornecedores periféricos. Certificações caras que só 3 empresas têm, volume mínimo que cooperativa pequena não consegue entregar, prazo de entrega que só fornecedor nacional atende. Mitigação: flag de equidade obrigatório na Etapa 7. Não aceita "n/a" — ou é "ok" com justificativa, ou é "atenção/excluidor" com mitigação proposta.
Plano suavizado pra não brigar com a realidade. Gaps de capacidade que ficam implícitos, riscos que somem na consolidação, dependências externas tratadas como certas. O modelo quer produzir um artefato "pronto" e por isso minimiza problemas. Mitigação: seção "O que NÃO foi resolvido aqui" na Etapa 8 é obrigatória e tem que ser específica. Autoverificação da Etapa 8 força revisão contra o Princípio 5 (plano honesto). Humano no checkpoint rejeita versões "limpas" demais.
references/exemplos.md — Uma execução completa da skill num caso realista: OSC pequena nordestina recebendo edital federal para formação de 120 educadores populares em 4 territórios, Modo A (mandato amplo), com módulos de capacidade humana e aquisições ativados. Mostra input, saídas intermediárias de cada etapa, e o plano final consolidado.
references/variantes.md — Adaptações do workflow base para contextos diferentes:
theory-of-change (como passar output da ToC direto para a Etapa 2)fundraising-pitch (como usar o plano consolidado como insumo de captação)references/checklist.md — Checklist pro humano validar o plano antes de publicar/apresentar. Seção técnica (critérios mensuráveis, dependências coerentes, âncoras reais, autoverificação honesta) + seção de equidade (beneficiários nomeados, ritmos externos, trabalhos invisíveis, equipe realista, aquisições não-excludentes).
Baseada nos casos de uso 12 ("Entregáveis e Produtos"), 13 ("Detalhamento de Atividades e Cronograma") e 14 ("Planejamento de Recursos") do livro Inteligência Artificial para Impacto Social (Castro, 2025), fundidos em um único fluxo e modernizados com práticas atuais de prompting (XML tags, autoverificação estruturada, lente de equidade operacional, manejo explícito de "não sei", datas absolutas só em volta de âncoras reais — divergência consciente do formato original do livro, detalhada em references/variantes.md).
npx claudepluginhub franciscomelloc/ai-for-social-impactCreates an evidence-grounded action plan from PM inputs using Cynefin and Theory of Constraints, outputting a ranked plan with critical effort, risks, and downstream prompts.
Generates a formal Scope of Work document with objectives, deliverables, acceptance criteria, in/out scope definitions, work breakdown structure, milestones, and change request process.
Translates strategic recommendations into executable plans through option development and scoring, business case construction, roadmap design, and detailed implementation with workstreams and governance.